06/12/2009

a carta,


Temos uma forma estranha de se gostar, sim. Não o dizemos. E se calhar também não o mostramos como os outros mostram. Não passeamos de mãos dadas na rua, nem mandamos mensagens constantes, nem tão pouco nos queixamos da distância. E saudade, quem olha para nós, parece ser coisa que não existe. Oh, mas se soubessem como o sentimos. Como o escondemos. Como nos tornamos tão “nós” quando estamos juntos. Se soubessem como gostamos um do outro, aos nossos olhos. Se soubessem que aqui dentro não corre amor vulgar, corre paixão. Se soubessem como lutamos contra a distância. E como matamos a saudade. Se soubessem o que suporto para estar contigo. Ou como prontamente veio me ver naquela sexta-feira. Se soubessem isto, invejar-nos-iam. Talvez seja isso que nos faz diferentes. Que nos faz guardar as palavras bonitas cá dentro. E dizê-las em segredo .. Porque não precisamos de dizer “eu te amo” para o sentirmos. Nem de falar em saudades para as sentirmos. Bastam-nos olhares e um ou outro sorriso, seguido de um beijo. E sabemos o que nos corre no corpo. A paixão, o desejo, a pressa de sermos “nós” outra vez … talvez o amor. E é um segredo que guardamos. Que escondemos. E quem vê não imagina de que somos feitos. Julgam-nos fracos e perdidos. E passamos ao lado. Conscientes do que somos. Do que temos. E do quanto queremos ...

2 comentários:

Anônimo disse...

Sempre soube da sua sensibilidade,a cada palavra escrita ou falada, na entonação da sua voz tão meiga e carinhosa que chegou no mais profundo do meu ser. Queres saber, acho que não saira desse não tão velho coração..rsrs

Dan CarvalhoO disse...

\uuuuuuuuu arrasou agora eh tocar o barquinho hheheh