13/10/2009

às vezes

Às vezes, mas só às vezes, penso o quanto sonhei e o desejei um dia. E penso em como fantasiei tanto, em como acreditei tanto que um dia tudo isto pudesse dar uma grande volta. Mas essa grande volta na qual acreditei piamente durante tanto tempo não aconteceu. Decidi, por isso, dizer-te adeus. E, às vezes, penso se será definitivo, porque sinto medo e porque foste, durante tantos e tantos meses, tão estranhamente, um porto seguro. Agora, estou bem e penso que desde aquele dia em que tanto chorei, em que sofri de uma só vez tudo o que até ali tinha sofrido, em que tudo me passou à frente dos olhos como uma fita de um filme, vejo o mundo de outra forma. Talvez eu estivesse tão cega, tão encadeada a ti, que não conseguisse ver as cores lá fora. Às vezes, penso que, por ti, perdi tanto tempo, tantas coisas … Mas não faz mal, também foi contigo que aprendi outras tantas.

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